martes, 29 de diciembre de 2009

Manaus da Belle Époque

Manaus da Belle Époque: um cotidiano em tensão.
A Utopia da Modernidade na Cidade Disciplinar, 1890 1920

Paulo Marreiro dos Santos Júnior
Doutorando em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
e-mail: paulomarreiro@hotmail.com


Através de uma análise revisada e redimensionada do processo histórico de Manaus, pode-se questionar que o ufanismo da Belle Époque 4 manauara. Assim, evidenciando um cotidiano muito diferente do vivido pelas classes populares da cidade, esquecidas pela História. Dessa forma, práticas populares serão abordadas aqui em um momento que eram vistas pelas autoridades manauaras como ilícitas e ações criminosas , condenadas pelos códigos normativos, criminalizadas 5................Torna-se enfático o título da matéria abaixo, dando a entender que o acusado fazia parte da elite social de Manaus por proferir que o mesmo era da moda, como também ressaltar que o acusado era um atravessador bastante conhecido no Mercado publico . Das inúmeras notas registradas somente esta parece ser de uma personalidade conhecida na sociedade amazonense e que tenha se envolvido em questões de desordem social.

Joaquim Bonifacio de Almeida, atravessador bastante conhecido no Mercado publico*,
foi preso, hontem no bosque municipal, quando, armado de um reluzente pajehu, promovia desordens, desafiando os populares para uma
lucta á arma branca.
41

5 Criminalização ou criminalizar é a tentativa de enquadramento por via da percepção policial utilizando como subterfúgio algum ato condenável que esteja codificado e sendo vinculado à atitude indesejada pelo policial. Assim, a atitude ou prática condenável não estipulada nos códigos da legalidade torna-se relativa, pois depende de conceitos de moralidade, história de vida, leituras de representações que formam a personalidade do policial, pois esse é quem aborda o suspeito em potencial e quem executa a persecução criminal. Logo, uma reunião de alguns negros do início do século XX poderia representar motivos
para aprisionamento pela tipificação de capoeiragem. A criminalização também é constituída sob a égide do estigma social e territorial. A mesma atitude poderia ser criminalizada ou não dependendo do personagem social e do ambiente que esse se encontra.

41 Jornal do Commercio. Coisas Policiais: Um ferrabraz da moda , 16-11-1917.
fuente:
Manaus da Belle Époque: um cotidiano em tensão. A Utopia da ... -

Jogos, lutas e resistências

Jogos, lutas e resistências
Coordenador: Luiz Augusto Pinho
ENTRE VADIOS, VALENTES E MESTRES CAPOEIRAS
Josivaldo Pires de Oliveira
Mestrando em História Social
Universidade Federal da Bahia
rasbel@zipmail.com.br

Um outro espaço a ser considerado como de resistência foi o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA), do Mestre Pastinha. O CECA tinha um discurso que legitimava a africanidade da capoeira: “capoeira vêi da África/africano quem criou”.14 A capoeira angola, considerada como a única que resistiu, foi na verdade uma forma de resistência que também se utilizou da via legal. O discurso dos angoleiros afirmava a origem africana da capoeira, enquanto que o discurso autoritário do Estado negava a sua relação com a cultura afro-brasileira. No entanto os angoleiros apropriaram-se do discurso da legalidade para legitimarem a atividade de capoeiragem, inclusive nas ruas, espaço que os membros do Centro de Cultura Física já não se sentiam à vontade em freqüentar em função do status adquirido15. Podemos compreender, desta forma, que a criação do Centro Esportivo de Capoeira Angola representou mais uma possibilidade de resistência cultural por parte dos setores populares de origem afro-descendente.
14. Este cântico, assim como outros que não aparecem neste trabalho, juntamente com alguns depoimentos do mestre representam fontes importantes para essa pesquisa e encontram-se em Mestre Pastinha e sua academia (L. P.). Salvador: Fontana, 1979. Lado A
15 Há um fato relatado por Waldeloir Rego que reflete esta situação: “Então houve um cafuzo, mestre de uma academia, que, ao saber da finalidade do convite, declinou, alegando ser sua academia freqüentada por uma casta já referida, não podendo misturar-se com o povo de festa de largo” ( REGO. Op. cit.: 361).

http://www.uesb.br/anpuhba/artigos/anpuh_I/josivaldo_pires_oliveira.pdf

‘negros da Glete’ ou os ‘bambas da Barra Funda’.

Sons de São Paulo: a atividadera diofônica paulista nos anos1930/40 *Geni Rosa Duarte
**................as populações negras, desde fins do século passado, concentravam-se na capital paulista em regiões já em parte deterioradas próximas ao centro e nos bairros de estrutura urbana precária, geralmente próximos às ferrovias. A Barra Funda, anteriormente ocupada poritalianos, antes da construção da estrada de ferro, passava a ser palco das atividades ligadas às tradições e ao cotidiano dessas populações, ligadas por elos étnicos, sociais e culturais comuns. Vale a pena reproduzir o texto em que José Geraldo Vinci de Moraes descreve os elos desse verdadeiro território negro paulistano: As ‘tias africanas’, por exemplo, à semelhança do Rio de Janeiro e Salvador, abrigavam muitos negros em atividades coletivas religiosas, do jongo às festas cristãs. Nas habitações geralmente coletivizadas, onde moravam extensas famílias, eram freqüentes as atividades musicais em grupo. Muitos dos negros que levavam um tipo de vida mais inferiorizada e marginal, trabalhando nos serviços pesados da ferrovia e armazéns, guardavam certa distância das atividades coletivas, mas realizavam suas rodas de partido alto, de capoeira e pernada, além de serem reconhecidos por todos como os melhores e os mais habilidosos jogadores de futebol da cidade. Como eles viviam no trecho inferior da alameda Glete, ficaram conhecidos como os ‘negros da Glete’ ou os ‘bambas da Barra Funda’.3
http://www.uepg.br/rhr/v8n2/821GeniDuarte.pdf

jueves, 24 de diciembre de 2009

“serviços” de capoeiragem



Os versos aqui registrados por Almirante num programa de rádio em 1946 são precedidos de sua explanação do porquê da expressão “pegar na chaleira”: o senador gaúcho, Pinheiro Machado, líder do Partido Rebublicano, conservador, de grande influência política, tinha o costume de levar uma chaleira para preparar seu chimarrão. Aos aduladores, interessados em seu poder e influência, sempre prontos a servi-lo a qualquer custo, foi aplicada a expressão “pegar na chaleira” como forma de demonstrar o ato de bajular – não importando o quão quente estivesse a chaleira, os aduladores, muitas vezes, pegavam a chaleira fervendo ou “pelo bico”, causando estrago para suas mãos e tornandose fonte de piada para terceiros. Podemos ir mais além. “Subir esta ladeira” referia-se à residência do senador, que ficava no alto do morro da Graça (Glória), e era freqüentada por muitos políticos, proprietários de jornais, e até mesmo pelo João da Baiana, capoeira fiel ao senador, que mantinha lá suas afinidades com ele, para além dos “serviços” de capoeiragem prestados em época de eleição. Pinheiro Machado chegou a mandar restituir, certa vez, um pandeiro que João teve apreendido pela polícia.32


32 “O pandeirista João da Baiana também era convidado a animar as festas do então senador Pinheiro
Machado. Em 1908, não pôde comparecer a uma dessas festas pois a polícia apreendera seu pandeiro (...)
quando tocava nas ruas da Penha. Sabendo do ocorrido, no dia seguinte Pinheiro Machado deu de presente a João da Baiana um novo pandeiro com a inscrição: ‘A minha admiração, João da Baiana, senador Pinheiro Machado’.” Apud Hermano Vianna. O mistério do samba. Op. cit., p. 114.

martes, 22 de diciembre de 2009

Um reconhecimento aos ilustres



FOTO: O Prof. Inezil, na Praia da Urca, em 1948, na clássica posição do discóbolo, ,símbolo da
Educação Física;
É de Inezil Penna Marinho o livro , um dos primeiros estudos (1945) sobre a utilização da Capoeira como método de defesa pessoal e ginástica, sistematizando-o também seu reaproveitamento como desporto. A pesquisa levou o Prof. Inezil a definir a Capoeira como a
Ginástica Brasileira. Não há registro da existência da capoeira ou qualquer outra forma similar à capoeira no continente africano. Em 1966, Inezil pôde confirmar esta convicção quando esteve em Angola, a fim de pesquisar uma possível origem da capoeira. Ele chegou à conclusão de que ela era inteiramente desconhecida por lá, quer entre os eruditos, quer entre os nativos, a cujas festas religiosas e danças guerreiras ele assistiu. A importância do livro reveste-se de vários significados. Todo relato anterior sobre a Capoeira foi queimado por ordem de Rui Barbosa. O livro, portanto, participa de um duplo resgate desta arte: enquanto atividade física e enquanto história do Brasil. Curioso é que, no Brasil Império, em 1851, a Lei de n.º 630 já incluía a ginástica nos currículos escolares. Embora Rui Barbosa não quisesse que o povo soubesse da história dos negros, preconizava a obrigatoriedade da prática da Educação Física nas escolas primárias e secundárias.

sábado, 19 de diciembre de 2009

Idéias Negras em movimento:

Idéias Negras em movimento:
Da Frente Negra ao Congresso Nacional do Negro
Arilson dos Santos Gomes•
Orientadora Prof. Dra. Margaret Marchiori Bakos

Em 1934 ocorreu no Recife, o Primeiro Congresso Afro-Brasileiro, organizado e proposto por Gilberto Freire, intelectuais, acadêmicos, antropólogos e integrantes da Frente Negra Pernambucana. Neste Congresso foram debatidos sobre a história da importação e da escravidão africanas, os problemas de aculturação do negro e as variações antropométricas raciais, além de discussões sobre os livros Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mocambos. De caráter regional, notamos que existe uma aglutinação de intelectuais brancos e negros em torno deste Congresso, que contou com a participação de Miguel Barros, Solano Trindade e Gerson Lima, fundadores da Frente Negra Pernambucana.8
Três anos depois, em na cidade de Salvador, na Bahia, realizam-se as atividades do Segundo Congresso Afro-Brasileiro. Este Congresso contou com a participação de intelectuais e acadêmicos. Organizado pelo Governo do Estado da Bahia, este Congresso teve grande repercussão nacional, contando com participantes de todo o Brasil. Entre os temas e pesquisas debatidas tivemos protestos dos intelectuais e participantes contra a interferência policial no candomblé. Entre outros temas foram apresentados trabalhos como: Castro Alves e a poesia negra na América, O Africano na Bahia, Contribuições bantú para o sincretismo fetichista no Brasil, O negro e o espírito guerreiro nas origens do Rio Grande do Sul, pesquisa apresentada por Dante Laitano, trabalhos realizados por afro-religiosos além de homenagens a Nina Rodrigues. Jorge Amado, participante, explicou que uma das preocupações do Congresso era manter a Capoeira em pleno ‘vigor’. O livro de Donald Pierson, Brancos e Negros na Bahia, escrito em 1945, foi produzido com pesquisas realizadas na vasta produção das teses apresentadas neste Congresso. 9 Em 1937, por ocasião do Estado Novo, tivemos o encerramento das atividades das Frentes Negras ‘espalhadas’ pelo Brasil e o ‘esfriamento’ das atividades político-sociais, em torno das idéias negras, advindas com as organizações de encontros, congressos e associações, que diminuem, mas não acabam.

http://www.labhstc.ufsc.br/pdf2007/9.9.pdf

lunes, 14 de diciembre de 2009

1917 a área da cidade com maior incidência da prática da capoeiragem


A acomodação da demanda por novos espaços, resultante desse amortecimento demográfico, contribuiu para (ou simplesmente pôs em evidência) uma outra limitação do projeto de modernização da Capital baiana, no que se refere à segregação das populações pobres e mestiças da área central da cidade. Com efeito, enquanto a reforma urbana empreendida no Rio de Janeiro teve como um dos seus traços marcantes a retirada das camadas menos favorecidas do centro para as periferias, em Salvador, esses grupos permanecem ocupando o núcleo principal da cidade, dividindo espaço com o comércio e as suas principais instituições públicas e privadas. Não por acaso, conforme observa Oliveira84, por volta de 1917 a área da cidade com maior incidência da prática da capoeiragem (prática característica das camadas populares) sobrepõe-se aos sítios que abrigavam tanto o comércio como as referidas instituições, conforme pode ser constatado na figura .

viernes, 27 de noviembre de 2009

1937 - Clube de Regatas Itapagipe


FOTO:Mestre Juvenal: Que venha Juvenal, jovem de vinte anos, que venha o mais ágil, o mais técnico, que venha qualquer um, e Samuel, o Querido de Deus, mostra que ainda é o rei da capoeira da Bahia de Todos os Santos. Os demais são seus discípulos e ainda olham espantados quando ele se atira no rabo-de-arraia, porque elegância assim nunca se viu... E já sua carapinha tem cabelos brancos... '
A CAPOEIRA NA SOCIEDADE DO CAPITAL: A DOCÊNCIA COMO MERCADORIA-CHAVE NA TRANSFORMAÇÃO DA CAPOEIRA NO SÉCULO XX.
BENEDITO CARLOS LIBÓRIO CAIRES ARAÚJO


A partir da organização da Regional, os demais capoeiras da época, resistentes às transformações realizadas por Mestre Bimba, iniciaram movimentos por uma organização institucional. A primeira tentativa de organização do movimento aconteceu no II Congresso Afro Brasileiro, que aproximou os mestres da ‘outra’ capoeira, sob o nome de União dos Capoeiras Baianos, liderada por Samuel Querido de Deus, o "que por razões desconhecidas não se concretizou.".(Abreu, 1999, p. 17). Vejamos a nota do jornal Estado da Bahia de 13/01/1937; com os comentários de Abreu,1999:



"CAPOEIRA ANGOLA – As nove e meia da manhã, haverá no campo de basket-ball do Clube de Regatas Itapagipe uma demonstração de capoeira Angola luta fetichista dos negros bantus da Bahia. A vadiação será dirigida por Samuel Querido de Deus, considerado pelos seus páres, como o melhor capoeirista da Bahia e terá o.concurso de Barbosa, Onça Preta, Juvenal, Zepelim, Bugaia, Fernandes, Eutychio, Neném, Ze Ambrósio, Barroso, Arthur Matos, Raphael, Edgar, Damião e outros adeptos da grande arte de Mangangá". Bimba ficou de fora, seu nome não aparece em nenhuma relação. Certamente o convite fora exclusivo ao pessoal da Capoeira Angola. Na ocasião, ele já andava cismado com os Angoleiros57 (e vice-versa), que rejeitavam sua Escola de Capoeira Regional, com a qual também não simpatizavam (penso eu) alguns influentes intelectuais do 2º Congresso Afro-Brasileiro, a exemplo de Edison Carneiro, seu organizador. (idem, p.18, nota 2)





Mestre Bimba, precursor do movimento de privatização da prática da capoeira58, constituía, nesses termos, o esteio para o surgimento do produto cultural Capoeira de Angola.



57 Denominação dada ao praticante de capoeira Angola: Angola –eiro. Segundo Houaiss (Dicionário Eletrônoco da Língua Portuguesa), "o afixo -eiro pode agregar-se a 1) um subst.: corujeiro, foreiro, fronteiro, ordeiro, verdadeiro etc.; 2) um adj.: agasalhadeiro, baixeiro, careiro, certeiro, raseiro etc.; 3) um adv.: traseiro, dianteiro. Junção de Angola + eiro, relacionado à idéia de nação dos capoeiras de Angola (não aos cidadãos da nação Angola – Angolanos, mas aos praticantes desse estilo de capoeira)


58 Em Bimba é bamba, Mestre Bimba é retratado como o primeiro profissional de capoeira: "Bimba fez da capoeira sua ocupação principal, fez dessa luta sua labuta do dia a dia, seu ganha pão. Seu exemplo não foi de imediato seguido pelos outros capoeiristas, conforme afirmou Jorge Amado em 1944. ‘O único profissional baiano da capoeira é mestre Bimba, um dos mais afamados da cidade. Todos os demais são amadores. O que não que dizer que sejam inferiores, que não levem a sério a ‘arte’, que não possam derrubar com um golpe bem aplicado qualquer um de vós. Samuel é marítimo, joga capoeira por diversão, e no entanto sua fama é tão grande se não maior que a do mestre Bimba’." (ABREU, 1999, p. 37).


miércoles, 25 de noviembre de 2009

LIBRO: Frevo, Capoeira et Passo Valdemar de Oliveira
150 pages
édité par : CEPE - Recife 1971

Capoeira ...... 57
Capitulo 5 ...... 59
origem do Passo ...... 62
A Capoeira ...... 66
O N'golo de Angola ...... 68
De dança a recurso de luta ...... 69
Capitulo 6 ...... 71
Os Capoeiras...... 73
A Aboliçao e a republica...... 80
Evoluçao singular da Capoeira, na Bahia...... 89
Os golpes da Capoeira ...... 92
http://www.capoeira-infos.org/ressources/bibliographie/frevo_capoeira_passo.html

Antonio Liberac rapporte, qu'en 1937, qu'il fut l'un des invités du 2ème Congrès Afro-brésilien réalisé à dans la ville de Sao Salvador. Liberac reproduit aussi un Article du Journal "Estadio da Bahia" qui annonce une démonstration de Capoeira le 13 février 1937 : "à 9h30 du matin, il y aura sur le terrain de Basket-Ball du Club de régates Itapagipe une démonstration de Capoeira Angola, lutte fétichiste des nègres Banyus de Bahia. La "vadiaçao" sera dirigée par Samuel Querido de Deus, consideré pas ses pairs comme le meilleur capoeiristes de Bahia, et aura le concours de Barbosa, Onça Preta, Juvenal, Zepelin, Bugara, Eutyquio, Nénem, Zei, Ambrosio, Barroso, Arthur Matos, Rafhael, Damiao et autres adeptes de l'art de Manganga"

Film "vadiaçáo"




"Vadiação", film de Alexandre Robatto Filhoproduit en 1954, avec les mestres Traíra, Curió, Nagé, Bimba, Waldemar, Caiçara, Crispim et autres.Mestre Bimba et ses élèves, y sont filmés au Ciné Theâtre Guarani à Salvador

viernes, 20 de noviembre de 2009

"dança da zebra"

A existência de jogos corporais semelhantes à capoeira em Cuba (o mani) e na Martinica (a ladja) comprovam que a semente de todas as especulações está nos costumes trazidos nos porões dos navios negreiros que também seguiram para o Caribe. Mestre Moraes foi um dos capoeiristas brasileiros que tiveram a oportunidade de presenciar na Angola atual o ritual do n'golo, ou "dança da zebra". "Não é capoeira, mas uma competição atlética que os rapazes da aldeia fazem para ver quem merece ficar com a moça que já atingiu a idade de casar", conta.
Cruzando os relatos disponíveis, Rego concluiu que o n'golo virou folguedo, um divertimento praticado pelos escravos nos domingos e feriados. Com o tempo, a prática teria se transformado em exibições de habilidade, destreza e leveza de movimentos, chegando ao jogo de ataque e defesa no século passado.

domingo, 15 de noviembre de 2009

1937 Salvador , II Congreso Afro-Brasileiro, Valorización de la Capoeira

A hierarquia das raças: negros e brancos em Salvador‎ - Página 129Jeferson Afonso Bacelar - 2001 - 201 páginas
... raciais ea consagração oficial em todo o país do mito da democracia racial. ... Em 1937, sob a égide de Edison Carneiro foi promovido em Salvador o II

martes, 20 de octubre de 2009

1872-BAHÍA -Lalú de Ouro(CAPOEIRISTA) emigra para RIO

Hilario Jovino Ferreira(Lalu de Ouro) fué tío de Heitor dos Prazeres.

http://www.heitordosprazeres.com.br/hp/biopai.htm


Do tronco ao Opa Exim: memória e dinâmica da tradição afro-brasileira‎ - Página 107de Marco Aurélio Luz - 2002 - 246 páginas
Hilario Jovino Ferreira, pernambucano, mas desde criança vivendo em Salvador, ... da comunidade Terreiro de Joâo Alaba, era conhecido por Lalu de Ouro

domingo, 11 de octubre de 2009

Mandinga


..............No entanto, essas novas representações da luta afro-brasileira, que a integraram à esfera do folclore e ao contexto das exibições turísticas, alteraram a sua maneira de ser praticada. A capoeira começou a ser vista como um espetáculo, o que a levou a um flagrante processo de pacificação. Essa mudança pode ser sentida no próprio discurso de mestre Pastinha:No começo é que foi bom, capoeira era luta mesmo, era briga mortal. Por isso é que não pode ser esporte (...). Para o capoeirista brigar, tem que dar o golpe com força mortal. Por isso que agora se faz o jogo de capoeira à distância maior que o normal, mais lenta, para não acertar, para não matar ninguém. (O Estado de São Paulo, 16 de novembro de 1969.)


http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/354.pdf.
EU SOU ANGOLEIRO1, UM ESTILO MANDINGUEIRO DE
MASCULINIDADE – CAPOEIRA, GÊNERO E CORPORALIDADE
Celso de Brito2
O estilo de masculinidade dos angoleiros não é baseado numa idéia de violência física explicita nem em comportamentos agressivos, mas sim numa mescla entre uma violência controlada e um comportamento teatralizado constituindo uma violência dissimulada posta em prática pelo que os angoleiros chamam de mandinga. A mandinga está relacionada a comportamentos presentes tanto no jogo da capoeira como na vida dos angoleiros, em oposição a uma concepção de pegar na força. Uma ladainha do grupo de angoleiros caracteriza bem essa concepção e o caráter contrastivo dos estilos de masculinidade da capoeira regional e da angola:
Deus não deu inteligência ao lobo/ Nem cobra pode voar/ Que vale
esse corpo todo/ Mas sem cabeça pra pensar/ Se ser forte fosse
vantagem/ Ter grande corpo documento/ Seu Pastinha não existia/
Tava no desconhecimento/ Mas toda roda tem um brabo/ Isso não
dá pra negar/ Que pensa que a valentia/ É ter vontade de brigar/ Se
valentia fosse coragem/ Invés do corpo usasse a mente/ Tu virarias
angoleiro/ E de Pastinha, a semente
12.



Mestre Pastinha-Capoeira "Jogo Mortal"

FOTO: 1961-J.Amado y Pastinha.
Jorge Amado & Mestre Pastinha "Una visión Deportivo-Cultural de la Capoeira Angola"

.....O escritor Jorge Amado também reage às transformações realizadas por Bimba, publicando o seguinte trecho, em que afirma abertamente a sua posição: Trava-se atualmente nos arraiais da capoeira na Bahia uma grande discussão. Acontece que mestre Bimba foi ao Rio de Janeiro mostrar aos cariocas da Lapa como é que se joga capoeira. E lá aprendeu golpes de catch-as-catch-can, de jiu-jitsu, de boxe. Misturou tudo isso à capoeira de Angola, aquela que nasceu de uma dança dos negros, e voltou à sua cidade falando numa nova capoeira, a “capoeira regional”. Dez capoeiristas dos mais cotados me afirmaram, num amplo e democrático debate que travamos sobre a nova escola de mestre Bimba, que a “regional” não merece confiança e é uma deturpaçãoda velha capoeira “angola”, a única verdadeira. (Amado, 1958: 185)

.....O capoeirista deve ter em mente que a Capoeira não visa, exclusivamente, preparar o indivíduo para o ataque ou a defesa contra uma agressão, mas, desenvolver, ainda, por meio de exercícios físicos e mentais, um verdadeiro estado de equilíbrio psico-físico, fazendo do capoeirista um autêntic o desportista, um homem que sabe dominar-se antes de dominar o adversário. (Mestre Pastinha, 1964: 35)
http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/354.pdf


Na sociedade brasileira, do fim do século XIX e inicio do século XX, tal processo pode ser exemplificado através do depoimento de mestre Pastinha sobre a capoeira:
No começo é que foi bom, capoeira era luta mesmo, era briga mortal. Por isso é que não pode ser esporte (...). Para o capoeirista brigar, tem que dar o golpe com força mortal. Por isso que agora se faz o jogo de capoeira à distância maior que o normal, mais lenta, para não acertar,
para não matar ninguém
(O Estado de São Paulo , 16 de novembro de 1969 apud VASSALO, 2003).

domingo, 4 de octubre de 2009

Capoeira-Kandeka de Angola

Fighting for honor: the history of African martial art traditions ... - Resultado de la Búsqueda de libros de Google
de M. Thomas J. Desch-Obi - 2008 - Social Science - 346 páginas
(traducción al español) Antonio Nogueira, quien vivió entre los Humbe durante una década en la de 1850, describe estos episodios kandeka: "El duelo entre ellos tiene una forma original que es digna de mención. Cuando dos hombres se enfurecen, hasta el punto de la búsqueda de la agresión, aunque raramente, los parientes o amigos de ambos les dan un palo preparado en el momento de......
PINTURA:
Capoeira en Río de Janeiro en 1824 obra de Augustus Earle.
FOTO:kandeka de Angola: Fighting for honor: the history of African martial art traditions in the ... Escrito por M. Thomas J. Desch-Obi http://books.google.es/books?id=HNYwa1VeLIIC&dq=Neves+e+Souza,+Da+minha+Africa+do+Brazil&source=gbs_navlinks_s

Ngolo - Vídeo Inédito

Nota del pesquisador:En 1849 llegaron a Angola 500 colonos brasileños.(pag21) Angola: mito y realidad de su colonización Escrito por Gerald J. Bender http://books.google.es/books?id=TMONAmot-qYC&printsec=frontcover
Vídeo inédito de Ngolo: http://www.youtube.com/watch?v=zlqnRIMAtTc&feature=channel_page

Recorte libro: Fighting for honor: the history of African martial art traditions in the ... Escrito por M. Thomas J. Desch-Obi http://books.google.es/books?id=HNYwa1VeLIIC&dq=Neves+e+Souza,+Da+minha+Africa+do+Brazil&source=gbs_navlinks_s