FOTO: Mestre Bimba e Tiburcinho de Jaguaripe, antigo lutador de Batuque. Academia de Bimba Nordeste de Amaralina, 1971
video :Entrevista Tibúrcio José de Santana.
http://www.youtube.com/watch?gl=ES&feature=player_embedded&v=Ll7-mpBi0gc
UNESCOM - Congresso Multidisciplinar de Comunicação para o Desenvolvimento Regional
Fundamentos da Cultura Musical no Brasil e a Folkcomunicação.
Grande batuqueiro da época foi Tibúrcio José de Santana, (década de 50, em Jaguaripe) quando, em entrevista, confirmou o nome de batuqueiros famosos com os quais conviveu e lutou 6 :
Lúcio Grande (Nazaré das Farinhas),
Pedro Gustavo de Brito,
Gregório Tapera,
Francisco Chiquetada,
Luís Cândido Machado (pai de Bimba),
Zeca de Sinhá Purcina,
Manoel Afonso (de Aratuípe),
Mansú Pereira ,
Pedro Fortunato ,
Militão,
Antônio Miliano,
Eusébio de Tapiquará (escravo da família Abdom em Jaguaripe).
Segundo Édison Carneiro 7, ...a competição mobilizava um par de jogadores de cada vez. Havia golpes como a encruzilhada em que o atacante atirava as duas pernas contra as pernas do adversário, a coxa lisa, em que o jogador golpeava coxa contra coxa, acrescentando ao golpe uma raspa, o baú, quando as coxas do atacante davam um forte solavanco nas do adversário, bem de frente.
No século XVIII, constituído de instrumentos de percussão (membranofones, idiofones), o Batuque surgiu com esta designação, em conseqüência da homologação entre os atos do "bater", verificados, tanto na forma primitiva do candomblé - o batucajé na Bahia, dança religiosa de negros ( onde os atabaques marcam o ritmo para o contato com as divindades) 8, quanto numa modalidade de capoeira, o famoso batuque-boi ou pernada (ou batuque), luta popular de origem africana muito praticada nos municípios de Cachoeira, Santo Amaro e Salvador, acompanhada de pandeiro, ganzá, berimbau ( o único cordofone + idiofone, como exceção), e cantigas. É de procedência banto como a capoeira.
Segundo Artur Ramos, em outras manifestações religiosas e profanas variantes do batuque podem ainda ser citadas: o batuque do jaré, no interior do mesmo Estado, as danças do tambor, no Maranhão...(tambor-de-mina ou tambor-de-crioula de origem jeje , conforme culto dos Voduns, equivalentes aos Orixás nagôs), a dança cambinda (chamada piauí), etc. Anotamos também a punga (ou ponga), coreográfica, de caráter profano. Ainda o sorongo, o alujá, o quimbete, o cateretê, o jongo, a chiba, o lundu, o maracatu, o coco-de-zambê, o caxambu, o samba (rural de roda, de lenço, partido-alto, etc.), bambelô, e outras 9.
Todas as danças citadas são derivadas desse mesmo eixo denominado Batuque que originou a dança de roda, quando o sagrado e o profano fundem-se num amálgama de ritmos em que as ‘batidas’ no tambor - instrumento imprescindível nessas práticas significantes -, determinaram o canto e a gestualidade que implicaram idéias, modos de sere de agir. Observamos, ainda: a) no candomblé, o bater das palmas , o bater no gã (campânula de ferro) com uma baqueta em ferro, o bater do adjá (sino para fazer “cair no santo”), o bater nos atabaques (rum, rumpi e lé) para acompanhar os cânticos e os gestuais dedicados aos Orixás; b) na capoeira, o bater nos atabaques (Angola), nos pandeiros, da do berimbau (contra o fio de aço), no caxixi, acompanhando passos de defesa pessoal, com trejeitos de ginga (insinuando dança), volteios, simulações, jogo perigoso de corpo, pernadas mais tarde conhecidas como “batucada brava” praticada por negros exescravos que conservavam a destreza desses movimentos para sua defesa, relembrando quando eram perseguidos pelos senhores de engenho.
6 MOURA, J. - Mestre Bimba. Salvador (BA): Prod. Zumbimba, 1993, p. 43.
7 CARNEIRO, E.–A Sabedoria Popular. Rio de Janeiro: Edição de Ouro (1948), Civilização Brasileira, 1978.
8 RAMOS, A. - O negro Brasileiro - Rio de Janeiro: Editora CASA - Est. do Brasil, 1934 - p.162.
9 SODRÉ, M. - Samba.O dono do corpo . Rio de Janeiro: Editora Codreci. Coll. Alternativa, vol. I –1979, p.26.
http://encipecom.metodista.br/mediawiki/images/3/34/GT2-_FOLKCOM-_04-_Fundamentos_da_Cultura_Musical_-_Nicia.pdf
martes, 2 de marzo de 2010
lunes, 1 de marzo de 2010
1950-BAHIA- Tiburcio (batuquero) con 80 anhos frecuentaba la academia de Pastinha
Mestre Tiburcinho, também conhecido como Tibúrcio de Jaguaripe, é lembrado entre poucos capoeiristas (infelizmente, poucos capoeiristas mesmo hoje em dia) como um mestre de batuque. Mas ele também foi um grande mestre de capoeira e figura importante da cultura popular brasileira.
Tibúrcio José de Santana nasceu por volta de 1870 em Jaguaripe. Aprendeu o batuque com Mestre Bernardo, ali no Recôncavo mesmo. Foi um grande batuqueiro e um dos últimos a preservar essa arte (o batuque era uma luta/dança parecida com a capoeira, onde os jogadores usavam as pernas para desequilibrar o adversário, jogada ao som de músicas, ritmada por pandeiros e bastante violenta, uma vez que muitos golpes tentavam acertar a região genital ).
Chegou em Salvador de saveiro, como a maioria dos trabalhadores da região. Conheceu a capoeira de Salvador no Mercado Popular e se enturmou com os capoeiristas locais, se tornando um deles. Ficou famoso nas rodas de capoeira pela sua habilidade.
Depois de algum tempo, Mestre Tiburcinho começou a freqüentar a academia de Mestre Pastinha e era muito visto por lá. Com mais de 80 anos, era um capoeirista malicioso, mandingueiro, perigoso. Cantava sempre músicas da outra luta que praticava, mantendo-as vivas, como:
Ê loandê... Tiririca é faca de cortá... num me corta molequinho de sinhá...
Outro fato importante para a cultura brasileira é que foi Mestre Tiburcinho, levado a Mestre Bimba por Mestre Decânio, quem ajudou o famoso criador da Capoeira Regional a lembrar-se de muitas cantigas e até coreografias de maculelê. Graças a esse encontro, Mestre Bimba começou a colocar o maculelê em apresentações com seu grupo (o que fez com que o maculelê fosse estudado e apresentado por vários grupos de capoeira até hoje). Se o batuque Mestre Tiburcinho não conseguiu manter vivo, a "redescoberta" do maculelê teve uma grande força dele.
Esse grande Mestre participou do “Dança de Guerra”, filme de Jair Moura. É citado entre outros capoeiristas no livro “Tenda dos Milagres”. E a gente faz questão de lembrar o nome dele por aqui.
http://zungucapoeira.blogspot.com/2009/06/mestre-tiburcinho-batuque-capoeira-e-o.html
Más información:
Mestres e capoeiras famosos da Bahia
Autores Pedro Rodolpho Jungers Abib, Alex Meneses de Jesus
Editor EDUFBA, 2009
ISBN 8523205624, 9788523205621
N.º de páginas 184 páginas
domingo, 28 de febrero de 2010
(CAPOEIRA ANTIGUA- BOSQUIMANOs) investigaciones se realizaron en la historia de la tribu desde 1843 hasta 1853

Las investigaciones del libro se realizaron en la historia de la tribu desde 1843 hasta 1853
SOCIAL CUSTOMS OF THE BUSHMEN
(Traducción del Inglés realizada por Javier Rubiera )
……….Lamentablemente, el autor no fue capaz de descubrir los nombres de de un número considerable de sus otras danzas, ni los estribillos por el que son acompañadas. Hubo otro baile de cazadores, cuando al bailar solo estaban tocando en sus arcos con una varita pequeña, y cada uno tenía una campana de gran tamaño junto a su hombro (Pág. 116)
…….t'Gorld'ka, the Mdn-nia en el que los artistas imitan todas las acciones y gestos graciosos de los babuinos, saltando, brincando y corriendo a todos los lados charlando y haciendo muecas como una tropa de simios emocionados. Entre uno y otro también apareció otro Bosquimano, entre ellos, fue el ^Kloo-rou-o, o rana-danza, en cual se puso en cuclillas, y saltó, y se revolvían como un montón de batracios borrachos. (Pág. 117)
……………….También tuvieron una danza muy singular, que quizás convenga llamar la danza de acróbatas. En este sentido, brincar y saltar en un círculo, parecía como si sus esfuerzos fueran dirigidos
a colocarse en todas las posiciones y contorsiones, el líder tomar su puesto en el centro, y en pasa a su alrededor, mientras que los bailarines se mueven en un círculo retorciéndose, hermanándose, y retorciendo su cuerpo divirtiéndose y la actitud poco común sugiere su fantasía; ahora sí ,en equilibrio con sus manos y tirando de sus las piernas hacia arriba hasta que sus cabezas estaban en la posición de un payaso mirando a través de un caballo en un circo, ahora de pie y sus cabezas, de nuevo el equilibrio caminan sobre sus manos con sus piernas lanzadas en el aire, en el estilo acrobático de verdad. Cambian de una postura a otra, fueron rápidos y continuos, y todo el círculo estaba siempre en constante movimiento (Pág. 118)
FUENTE: THE NATIVE RACES OF SOUTH AFRICA
A History of the Intrusion of the Hottentots and Bantu into the Hunting Grounds of the Bushmen, the Aborigines of the Country
WITH NUMEROUS ILLUSTRATIONS By GEORGE W. STOW, F.G.S., F.R.G.S.
Edited by GEORGE McCALL THEAL, Litt.D., LL.D.
Formerly Keeper of the Archives of the Cape Colony and at present Colonial Historiographer
Author of ^^ History of South Africa" in seven volumes
LONDON SWAN SONNENSCHEIN & CO., LIMITED
New York : THE MACMILLAN CO.1905
artículo del pesquisador: Artículo de los Bosquimanos -Danza de Batrácios
sábado, 27 de febrero de 2010
1860-BRASIL-Descripción del Berimbau y caxixi
foto: Mestre Noronha:
libro: Brazil. Stray notes from Bahia: being extracts from letters, &c., during a ... Escrito por James Wetherell 1860, pag 106/107.
http://books.google.es/books?id=GQcNAAAAIAAJ&printsec=frontcover&vq=calabashes&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=calabashes&f=false
MUSICAL INSTRUMENTS
I think I have not named before one musical instrument of the blacks It is a long stick made into a bow by a thin wire half a gourd to serve as a sounding board is attached to this bow by a loop which pushed up or down slackens or tightens the wire The bow is held in the left hand the open part of the gourd pressed upon the body Between the finger and thumb of the right hand is held a small stick with which the wire is struck produring a tinkling sound on the other fingers is hung a kind of rattle made of basket work confined in which are some small stones which are made to rattle as the hand moves to strike the string A very monotonous sound is produced but as usual seems to be much appreciated by the negroes.
TRADUCCIÓN:
INSTRUMENTOS MUSICALES
creo que no he nombrado antes un instrumento musical de los negros. Es un palo largo hecho en el arco por un alambre delgado en medio de una calabaza para servir como caja de resonancia .Se adjunta a este arco por un lazo que empuja hacia arriba o abajo afloja o aprieta el cable . El arco se sostiene en la mano izquierda la parte abierta de la calabaza en el cuerpo prensado entre el índice y pulgar de la mano derecha . Un pequeño palo con el que el cable se golpea produce un sonido tintineante ,en el otro los dedos se cuelga una especie de maraca hecha de cestería confinadas hay algunas pequeñas piedras que se hacen a sonajero como la mano se mueve para atacar la cadencia de un sonido muy monótono , como siempre parece ser muy apreciada por los negros.
libro: Brazil. Stray notes from Bahia: being extracts from letters, &c., during a ... Escrito por James Wetherell 1860, pag 106/107.
http://books.google.es/books?id=GQcNAAAAIAAJ&printsec=frontcover&vq=calabashes&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=calabashes&f=false
MUSICAL INSTRUMENTS
I think I have not named before one musical instrument of the blacks It is a long stick made into a bow by a thin wire half a gourd to serve as a sounding board is attached to this bow by a loop which pushed up or down slackens or tightens the wire The bow is held in the left hand the open part of the gourd pressed upon the body Between the finger and thumb of the right hand is held a small stick with which the wire is struck produring a tinkling sound on the other fingers is hung a kind of rattle made of basket work confined in which are some small stones which are made to rattle as the hand moves to strike the string A very monotonous sound is produced but as usual seems to be much appreciated by the negroes.
TRADUCCIÓN:
INSTRUMENTOS MUSICALES
creo que no he nombrado antes un instrumento musical de los negros. Es un palo largo hecho en el arco por un alambre delgado en medio de una calabaza para servir como caja de resonancia .Se adjunta a este arco por un lazo que empuja hacia arriba o abajo afloja o aprieta el cable . El arco se sostiene en la mano izquierda la parte abierta de la calabaza en el cuerpo prensado entre el índice y pulgar de la mano derecha . Un pequeño palo con el que el cable se golpea produce un sonido tintineante ,en el otro los dedos se cuelga una especie de maraca hecha de cestería confinadas hay algunas pequeñas piedras que se hacen a sonajero como la mano se mueve para atacar la cadencia de un sonido muy monótono , como siempre parece ser muy apreciada por los negros.
1860-BAHÍA Lucha entre negros (sin violencia)
libro: Brazil. Stray notes from Bahia: being extracts from letters, &c., during a ... Escrito por James Wetherell 1860, pag 119.
http://books.google.es/books?id=GQcNAAAAIAAJ&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
TRADUCCIÓN DEL TEXTO:
"La lucha de los negros con sus manos abiertas, es una escena frecuente en la ciudad baja .Rara vez llegan a las manos o por lo menos suficiente para causar un daño grave una patada en las espinillas es de los más dolorosos golpes que se dan entre sí . Están llenos de acción y cabriolas levantando los brazos y las piernas como los monos, durante sus luchas. Es un espectáculo absurdo"
http://books.google.es/books?id=GQcNAAAAIAAJ&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
TRADUCCIÓN DEL TEXTO:
"La lucha de los negros con sus manos abiertas, es una escena frecuente en la ciudad baja .Rara vez llegan a las manos o por lo menos suficiente para causar un daño grave una patada en las espinillas es de los más dolorosos golpes que se dan entre sí . Están llenos de acción y cabriolas levantando los brazos y las piernas como los monos, durante sus luchas. Es un espectáculo absurdo"
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1860-BAHÍA Lucha entre negros (sin violencia
domingo, 21 de febrero de 2010
1952- Entre los Bosquimanos de Angola(jogo de Angola)

BRITISH MEDICAL JOURNAL 6 APRIL 1974 23
Public Health and Genetic Constitution of the San
("Bushmen"): Carbohydrate Metabolism and Acetylator
Status of the !Kung* of Tsumkwe in the North-western Kalahari
TREFOR JENKINS, H. LEHMANN, G. T. NURSE
British Medical Journal, 1974, 2, 23-26
Hay 100.000 bosquimanos en Botsuana, Namibia, Sudáfrica y Angola. Son el pueblo indígena del Sur de África, y han vivido allí durante decenas de miles de años.Son un pueblo nómadaFOTOS DEL VIDEO (1952, Bosquimanos de Angola)
:http://salavideofica.blogspot.com/2010/02/1952-entre-los-bosquimanos-de.html
:http://salavideofica.blogspot.com/2010/02/1952-entre-los-bosquimanos-de.htmlmartes, 16 de febrero de 2010
No dia 13 de novembro de 1936, o jornal o Diário da Bahia publicou uma entrevista concedida por Gilberto Freyre ao jornal Diário de Pernambuco, com o seguinte título: “Em torno do Segundo Congresso Afro-brasileiro”, e o subtítulo, “Falando ao Diário de Pernambuco, o escritor Gilberto Freyre diz do seu receio que o certame se marque dos defeitos de coisas improvisadas”. (apud CLAY, 2006, p.50).
Edison Carneiro (1964, p.98) diz que às vésperas do Congresso da Bahia, os estudiosos
foram surpreendidos com as declarações pessimistas de Gilberto Freyre. Na ocasião, Freyre teria dito:
Só há dois ou três dias soube, por uma carta do escritor Edison Carneiro, que ia realizar-se um segundo Congresso Afro-Brasileiro na Bahia. Receio muito que vá ter todos os defeitos das coisas improvisadas. Deveria ser muito maior o prazo para os estudos, para as contribuições
dos verdadeiros estudiosos. Os verdadeiros estudiosos trabalham devagar. A não ser que os organizadores do atual Congresso só estejam preocupados com o lado mais pitoresco e mais artístico do assunto: as “rodas” de capoeira e de samba, os toques de “candomblé” etc. Este lado é interessantíssimo e na Bahia de certo terá um colorido único. Mas o programa traçado no primeiro Congresso foi um programa mais extenso e incluindo a parte árida, porém igualmente proveitosa para os estudos sociais, de pesquisas e trabalhos científicos. (DIÁRIO DE BAHIA, 13/11/1936 apud CLAY, 2006, p.50).
Conforme Carneiro (1964), o “colorido único” do encontro da Bahia foi o contato entre os estudiosos com o povo negro, diferentemente do de Recife.
O Congresso do Recife, levando Babalorixás com a sua música para o palco do Santa Isabel, pôs em xeque a pureza dos ritos africanos. O Congresso da Bahia não caiu nesse erro. Todas as ocasiões em que os congressistas tomaram contato com as coisas de negro foi no seu próprio meio de origem, nos candomblés, nas rodas de samba e de capoeira.
(CARNEIRO, 1964, p.99).
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1595
Edison Carneiro (1964, p.98) diz que às vésperas do Congresso da Bahia, os estudiosos
foram surpreendidos com as declarações pessimistas de Gilberto Freyre. Na ocasião, Freyre teria dito:
Só há dois ou três dias soube, por uma carta do escritor Edison Carneiro, que ia realizar-se um segundo Congresso Afro-Brasileiro na Bahia. Receio muito que vá ter todos os defeitos das coisas improvisadas. Deveria ser muito maior o prazo para os estudos, para as contribuições
dos verdadeiros estudiosos. Os verdadeiros estudiosos trabalham devagar. A não ser que os organizadores do atual Congresso só estejam preocupados com o lado mais pitoresco e mais artístico do assunto: as “rodas” de capoeira e de samba, os toques de “candomblé” etc. Este lado é interessantíssimo e na Bahia de certo terá um colorido único. Mas o programa traçado no primeiro Congresso foi um programa mais extenso e incluindo a parte árida, porém igualmente proveitosa para os estudos sociais, de pesquisas e trabalhos científicos. (DIÁRIO DE BAHIA, 13/11/1936 apud CLAY, 2006, p.50).
Conforme Carneiro (1964), o “colorido único” do encontro da Bahia foi o contato entre os estudiosos com o povo negro, diferentemente do de Recife.
O Congresso do Recife, levando Babalorixás com a sua música para o palco do Santa Isabel, pôs em xeque a pureza dos ritos africanos. O Congresso da Bahia não caiu nesse erro. Todas as ocasiões em que os congressistas tomaram contato com as coisas de negro foi no seu próprio meio de origem, nos candomblés, nas rodas de samba e de capoeira.
(CARNEIRO, 1964, p.99).
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1595
1964-Teatro Vila Velha exhibición de Patinha

Teatros: uma memória do espaço cênico no Brasil - Página 58J. C. Serroni - 2002 - 360 páginas
Tinha capoeira, puxada de rede e essas coisas que viraram objeto de consumo e produto de exportação fácil, que se pode assistir, com variações enormes de
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1964-Teatro Vila Velha exhibición de Patinha
lunes, 15 de febrero de 2010
1831- Capoeira tocador de sino (campana)
À flor da terra: o cemitério dos pretos novos no Rio de Janeiro - Página 125Júlio César Medeiros da Silva Pereira - 2007 - 202 páginasUm preto forro, capoeira, intrépido tocador de sino, morreu ao cair da torre da Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, depois de se aventurar a fazer ...
lunes, 1 de febrero de 2010
Viajantes involuntários: degredados portugueses para a Amazônia colonial
Viajantes involuntários: degredados portugueses para a Amazônia colonial
Variados degredos
No período estudado, a maioria dos degredados para a Amazônia proveio de Portugal. Sua pátria expulsara-os para bem longe, a fim de se livrar dos próprios indesejáveis e, ao mesmo tempo, os reaproveitar nos espaços coloniais. Esta não foi, contudo, a única modalidade de degredo na Amazônia. Determinados degredados não foram embarcados desde Lisboa, mas desde outras colônias portuguesas. Em 1694, por exemplo, o rei "mandou comutar os degradados condenados por participação na citada infame revolta da ilha do Príncipe, que vão para o Maranhão";3 em 1785, o governador de Angola enviou 25 degredados de lá diretamente para o Pará, e, em 1801, o governador de Moçambique destinou "seis vadios incorrigíveis, ladrões e malfeitores condenados por vadiagem acrescidos (sic) de furto" para "os sertões da Amazônia".4
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702000000500004
Variados degredos
No período estudado, a maioria dos degredados para a Amazônia proveio de Portugal. Sua pátria expulsara-os para bem longe, a fim de se livrar dos próprios indesejáveis e, ao mesmo tempo, os reaproveitar nos espaços coloniais. Esta não foi, contudo, a única modalidade de degredo na Amazônia. Determinados degredados não foram embarcados desde Lisboa, mas desde outras colônias portuguesas. Em 1694, por exemplo, o rei "mandou comutar os degradados condenados por participação na citada infame revolta da ilha do Príncipe, que vão para o Maranhão";3 em 1785, o governador de Angola enviou 25 degredados de lá diretamente para o Pará, e, em 1801, o governador de Moçambique destinou "seis vadios incorrigíveis, ladrões e malfeitores condenados por vadiagem acrescidos (sic) de furto" para "os sertões da Amazônia".4
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702000000500004
domingo, 24 de enero de 2010
GRABADO: Cosme de Farías
Cosme de Farias e os Capoeiras na Bahia:
Um Capítulo de História e Cultura afro-brasileira Josivaldo Pires de Oliveira (Bel)1 Nasceu no dia 02 de abril de 1875, em São Tomé de Paripe, subúrbio de Salvador, então Província da Bahia, filho de Paulino Manuel e Júlia Cândida de Farias, cursou apenas
o primário. Seria o bastante para se tornar vereador, deputado estadual, ativista social tendo, como rábula, defendido “mais de 30 mil ladrões, prostitutas, bicheiros, homicidas, homens e mulheres caluniados, pobres que mofariam na cadeia sem dar a sua versão dos fatos”.8 Muitos desses “criminosos” ou ludibriados réus defendidos por Cosme de Farias eram capoeiras. Em grande parte dos documentos que encontrei na pesquisa que deu origem ao livro No tempo dos valentes, o Major aparecia como autor de pedido de soltura e habeas-corpus em favor de indivíduos identificados como capoeiras. 9 Os casos que se
seguem ilustram a prática do rábula na defesa de capoeiras que comprovadamente se envolveram em conflitos de rua com diferentes proporções, gerando assim problemas com
a justiça. Desde assassinatos de grande repercussão como foi o caso do capoeira Bastião, até as pequenas contendas da vida diária que marcaram a experiência de vida dos capoeiras
Pedro Porreta e Chico Três Pedaços, o Major Cosme de Farias era requisitado como orábula dos capoeiras.
Fac-símile do original do pedido de soltura (P. deferimento) em
favor do capoeira Chico Três Pedaços, assinado pelo Major Cosmede Farias, disponível no Arquivo Público do Estado da Bahia –Seção Judiciária.

Cosme de Farias e os Capoeiras na Bahia:Um Capítulo de História e Cultura afro-brasileira Josivaldo Pires de Oliveira (Bel)1 Nasceu no dia 02 de abril de 1875, em São Tomé de Paripe, subúrbio de Salvador, então Província da Bahia, filho de Paulino Manuel e Júlia Cândida de Farias, cursou apenas
o primário. Seria o bastante para se tornar vereador, deputado estadual, ativista social tendo, como rábula, defendido “mais de 30 mil ladrões, prostitutas, bicheiros, homicidas, homens e mulheres caluniados, pobres que mofariam na cadeia sem dar a sua versão dos fatos”.8 Muitos desses “criminosos” ou ludibriados réus defendidos por Cosme de Farias eram capoeiras. Em grande parte dos documentos que encontrei na pesquisa que deu origem ao livro No tempo dos valentes, o Major aparecia como autor de pedido de soltura e habeas-corpus em favor de indivíduos identificados como capoeiras. 9 Os casos que se
seguem ilustram a prática do rábula na defesa de capoeiras que comprovadamente se envolveram em conflitos de rua com diferentes proporções, gerando assim problemas com
a justiça. Desde assassinatos de grande repercussão como foi o caso do capoeira Bastião, até as pequenas contendas da vida diária que marcaram a experiência de vida dos capoeiras
Pedro Porreta e Chico Três Pedaços, o Major Cosme de Farias era requisitado como orábula dos capoeiras.
Fac-símile do original do pedido de soltura (P. deferimento) em
favor do capoeira Chico Três Pedaços, assinado pelo Major Cosmede Farias, disponível no Arquivo Público do Estado da Bahia –Seção Judiciária.
sábado, 23 de enero de 2010
"Com o Pé sobre um Vulcão": Africanos Minas, Identidades e a Repressão Antiafricana no Rio de Janeiro (1830-1840)
http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/08/1733-carolina-del-sur-boxeador-y.html
"Com o Pé sobre um Vulcão": Africanos Minas, Identidades e a Repressão Antiafricana no Rio de Janeiro (1830-1840)
Carlos Eugênio Líbano Soares e Flávio Gomes
Resumo
Este artigo busca retratar o terror que assomou os moradores brancos da cidade do Rio de Janeiro quando do êxodo crescente de africanos ocidentais da cidade de Salvador, na Bahia, para o Rio de Janeiro, principalmente após a derrota do levante malê de 1835. Discute também a questão das identidades políticas construídas pelos africanos ocidentais ocultas sob o manto de identidades "étnicas", geralmente muito mal discutidas pelos historiadores. Também debate o medo da "politização" do protesto escravo que assolou os senhores do Rio nos anos 1830, dentro do quadro maior de inconformismo com os políticos conservadores na Regência.
O segundo semestre de 1835 continuou tormentoso para as autoridades. Além dos capoeiras, número significativo de escravos são presos por conduzirem armas, ou mesmo por desacato a autoridade. Uma simples comparação dos boletins mensais de prisão, de 1833 e 1834, demonstram a escalada insurreta. Mais do que nunca, as ruas da Corte em 1835 são tomadas pela maioria africana e escrava na cidade. Nem os símbolos visíveis da dominação, como os libambos de negros acorrentados, intimidam a avassaladora onda rebelde que percorre a cabeça dos pretos e pretas da cidade. Os proprietários brancos ficam enclausurados em suas casas, com medo da onda negra nas ruas.
A vaga revolucionária que toma o Império, fazendo eclodir levantes de Norte a Sul do país, chega inevitavelmente à capital do Império, e não vem somente da Bahia. Felipe Moçambique, ao ser levado para o Calabouço do Castelo para ser supliciado, fez amaldiçoar seus captores, pois "disse que havia de acontecer aqui o mesmo que aconteceu no Pará", onde a rebelião dos cabanos tomou o poder na capital da província (ANRJ, IJ 7, "Partes...12.11.1835"). A Corte não estava de modo nenhum isolada do contexto do Império. E o contexto do Império era também Atlântico.
Em alguns momentos – como Chalhoub bem definiu – nas ruas da Corte, o medo ficaria sólido como uma rocha. Em julho de 1835, um estranho ofício foi parar na mesa do temido chefe de polícia da Corte, Eusébio de Queiroz Coutinho Matoso Câmara. Era sobre a apreensão, junto a africanos, de um papel escrito com "bizarros sinais", aparentando ser um alfabeto indecifrável. Ninguém na repartição policial soubera decifrar tais escritos. Para decifrador foi convocado um africano nagô. O africano – não sem aparentar dificuldade – prontamente afirmou que aquele era um alfabeto usado por um povo que vivia ao norte de sua terra original, na África Ocidental, para onde os jovens de famílias proeminentes eram mandados, e que era usado pelos sábios de sua gente. Pausadamente ele traduziu o que parecia uma prece muçulmana, mas que reproduzia um diálogo entre defensores da paz e apologistas da "guerra". Não pode haver dúvidas que a tal "guerra" na realidade era um sinônimo para rebelião.16
16. ANRJ, Ij6 170, jan.jul. 1835, ofício do chefe de polícia ao ministro da justiça.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-546X2001000200004
Carlos Eugênio Líbano Soares e Flávio Gomes
Resumo
Este artigo busca retratar o terror que assomou os moradores brancos da cidade do Rio de Janeiro quando do êxodo crescente de africanos ocidentais da cidade de Salvador, na Bahia, para o Rio de Janeiro, principalmente após a derrota do levante malê de 1835. Discute também a questão das identidades políticas construídas pelos africanos ocidentais ocultas sob o manto de identidades "étnicas", geralmente muito mal discutidas pelos historiadores. Também debate o medo da "politização" do protesto escravo que assolou os senhores do Rio nos anos 1830, dentro do quadro maior de inconformismo com os políticos conservadores na Regência.
O segundo semestre de 1835 continuou tormentoso para as autoridades. Além dos capoeiras, número significativo de escravos são presos por conduzirem armas, ou mesmo por desacato a autoridade. Uma simples comparação dos boletins mensais de prisão, de 1833 e 1834, demonstram a escalada insurreta. Mais do que nunca, as ruas da Corte em 1835 são tomadas pela maioria africana e escrava na cidade. Nem os símbolos visíveis da dominação, como os libambos de negros acorrentados, intimidam a avassaladora onda rebelde que percorre a cabeça dos pretos e pretas da cidade. Os proprietários brancos ficam enclausurados em suas casas, com medo da onda negra nas ruas.
A vaga revolucionária que toma o Império, fazendo eclodir levantes de Norte a Sul do país, chega inevitavelmente à capital do Império, e não vem somente da Bahia. Felipe Moçambique, ao ser levado para o Calabouço do Castelo para ser supliciado, fez amaldiçoar seus captores, pois "disse que havia de acontecer aqui o mesmo que aconteceu no Pará", onde a rebelião dos cabanos tomou o poder na capital da província (ANRJ, IJ 7, "Partes...12.11.1835"). A Corte não estava de modo nenhum isolada do contexto do Império. E o contexto do Império era também Atlântico.
Em alguns momentos – como Chalhoub bem definiu – nas ruas da Corte, o medo ficaria sólido como uma rocha. Em julho de 1835, um estranho ofício foi parar na mesa do temido chefe de polícia da Corte, Eusébio de Queiroz Coutinho Matoso Câmara. Era sobre a apreensão, junto a africanos, de um papel escrito com "bizarros sinais", aparentando ser um alfabeto indecifrável. Ninguém na repartição policial soubera decifrar tais escritos. Para decifrador foi convocado um africano nagô. O africano – não sem aparentar dificuldade – prontamente afirmou que aquele era um alfabeto usado por um povo que vivia ao norte de sua terra original, na África Ocidental, para onde os jovens de famílias proeminentes eram mandados, e que era usado pelos sábios de sua gente. Pausadamente ele traduziu o que parecia uma prece muçulmana, mas que reproduzia um diálogo entre defensores da paz e apologistas da "guerra". Não pode haver dúvidas que a tal "guerra" na realidade era um sinônimo para rebelião.16
16. ANRJ, Ij6 170, jan.jul. 1835, ofício do chefe de polícia ao ministro da justiça.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-546X2001000200004
martes, 19 de enero de 2010
Manuscritos de Mestre Pastinha

A capoeira é a luta das lutas. A capoeira é a segunda luta ? Porque a primeira é a dos caboclos, e os africanos juntou-se com a dança, partes do batuque e parte do candobrê, procuraram sua modaliadde. Em cada fregrisia um africano com uma responsabilidade de ensinar, para fazer dela sua arma contra o seu persiguidor, se comunicavam no cantos inprovisados dançava e cantava, inredos inventava, truques, piculas, para dar volta no corpo, esconder o chicote, inventando miseria, o corpo todo faz mizerêr, cabeça, mão, pernas, e só consegue com manhas. E o meu mestre bom, eu aprendi na rua da Laranjeira, e lecionei na rua Sta. Izabel em 1910 a 1912, quando eu abandoei a capoeira, e voltei, em 1941, para organizar o centro de capoeira, o 1o. na Bahia. Na escola de Aprendiz Marinheiro da Bahia eu era o 110, e lecionei os meus camaradas de 1902 a 1909, bom tempo. hoje á uma academia, é a primeira de angola
jueves, 14 de enero de 2010
Falso duelo de Capoeiristas

GRANDE LIDER, O Escrito por Fernando Jorge. http://books.google.es/books?id=Ej2qaDngjOAC&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=capoeira&f=false
lunes, 11 de enero de 2010
1917-BAHÍA-Rueda de Capoeira (Mestre Noronha)

Diz mestre Noronha: Em 1917 famos convidado para uma roda de capoeira na Curva Grande roda de capoeira que so tinha gente bamba todos elles estava combinado para nos escurasar junto com a propria policia a roda de capoeira era de um sargento da policia militar corgiu (surgiu) uma forte discucão o sargento sacou uma arma de fogo que foi tomado da mão do sargento pello capoeirista que ten o apelidio Julio Cabeica de Leitoia um grande dizodeiro hove um tiroteio grande paricia uma praca de guerra ouve intervencão da cavalaria foi um caceite disdobrado tanto da parte da policia como dos capoerista fizero de nos capoerista barata no terreiro de galinha .Mais foi engano.
[PDF]
Pelas ruas da Bahia
Pelas ruas da Bahia
lunes, 4 de enero de 2010

Luís da Câmara Cascudo (1967) em sua obra Folclore do Brasil/ Pesquisas e Notas ao afirmar que.A unanimidade das fontes brasileiras indica a capoeira como tendo vindo de Angola.
Capoeira Angola, vadiação ou brinquedo, como dizem na cidade de Salvador.(1967:181).
Para este folclorista a capoeira seria o N´golo, dança praticada no Sul de Angola. Escreve:
.Entre os mucope do Sul de Angola, há uma dança da zebra,
N´golo, que ocorre durante a Efundula, festa da puberdade
das raparigas, quando essas deixam de ser muficuenas,
meninas, e passam à condição de mulheres, aptas ao
casamento e à procriação. O rapaz vencedor no N´golo tem o
direito de escolher esposa entre as novas iniciadas e sem
pagar o dote esponsalício (...) O N´golo é a Capoeira .....
(Câmara Cascudo, 1967:184).
4
Capoeira Angola, vadiação ou brinquedo, como dizem na cidade de Salvador.(1967:181).
Para este folclorista a capoeira seria o N´golo, dança praticada no Sul de Angola. Escreve:
.Entre os mucope do Sul de Angola, há uma dança da zebra,
N´golo, que ocorre durante a Efundula, festa da puberdade
das raparigas, quando essas deixam de ser muficuenas,
meninas, e passam à condição de mulheres, aptas ao
casamento e à procriação. O rapaz vencedor no N´golo tem o
direito de escolher esposa entre as novas iniciadas e sem
pagar o dote esponsalício (...) O N´golo é a Capoeira .....
(Câmara Cascudo, 1967:184).
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domingo, 3 de enero de 2010
RIO 1817-capoeiras" não só jogando "

Gravura: Titulo CAPOEIRA Digital:icon395061_73v_238.tifAutor/Criador:Ender, Thomas, 1793-1875.Título:[Estudos de atitudes: capoeira.]Data:[18--].Em:-Thomas Ender -Procedente do Gabinete de Gravuras do Museu de Belas Artes de Viena
CARTA:
Conjunto documental: Registro de ofícios da Polícia ao comandante da Real e depois Imperial Guarda da Polícia
Notação: códice 327, vol. 01
Data-limite: 1811-1815
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: quilombos
Ementa: registro feito por Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o coronel José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, informando o reaparecimento dos negros capoeiras na cidade, trazendo desordens para diversos lugares. O intendente pede que o rei mantenha escoltas, principalmente nos dias santos, para que sejam presos todos que forem encontrados não só jogando mas também envolvidos em desordens.
Data do documento: 6 de abril de 1816
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 67
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=777&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=64&text=CAPOEIRAGEM
1817-RIO-Punición de CAPOEIRAS
Carta de Antônio Felipe Soares d’Andrada de Brederode pedindo a punição de negros capoeiras cativos em praça pública. Segundo o documento, eram conhecidos por capoeiras negros forros, livres e cativos, que eram procurados pela Polícia por cometerem delitos freqüentes no Rio de Janeiro. Em função do temor que a sociedade colonial nutria de levantes de escravos, a punição aos delitos cometidos pelos negros deveria servir de exemplo aos outros. Através desta carta, percebe-se ainda uma certa distinção feita entre negros forros e cativos quanto aos castigos recebidos, embora a intenção do exemplo fosse a mesma.
Conjunto documental: Ministério da Justiça
Notação: caixa 774, pct.03
Datas – limite: 1808-1817
Título do fundo: Ministério da Justiça
Código do fundo: 4v
Argumento de pesquisa: Revolta de escravos
Data do documento: 27 de fevereiro de 1817
Local: Rio de JaneiroFolha(s): -
“Senhor, Sendo freqüentes os delitos preparados por indivíduos desta cidade, forros[1] e livres uns; cativos outros; conhecidos pela denominação de capoeiras[2]; tem a vigilante Polícia[3] buscado capturá-los, as Justiças processá-los, e a Casa da Suplicação[4] sentenciá-los com exemplar zelo e interesse do Chanceler que serve de Regedor[5], especialmente nas visitas da Cadeia em que é juiz.Quanto aos forros é uma das penas aflitivas a de açoites pelas ruas públicas; quanto aos cativos na grade da cadeia, e no calabouço. Mas como o principal fim seja o exemplo aterrador dos cativos parecia conseguir-se melhor, sendo dados os açoites nos cativos[6] em Praças mais públicas, e lugares onde estes maus indivíduos capoeiras costumam fazer suas paradas e depois suas desordens e delitos.Mas, como não esteja em uso prático serem açoitados no Pelourinho[7] e Praça do Rossio, na do Capim, na da Sé, e outras, não me atrevendo a fazer esta inovação, posto que a julgue necessária, e haja agora ocasião com dois escravos, um crioulo, outro de Nação condenados em açoites, sou a pedir a Vossa Majestade pelo expediente desta Secretaria de Estado dos Negócios do Brasil queira expedir as ordens a este respeito ao Chanceler que serve de Regedor, (...) para este informar, e ficarem registrados nos livros da Relação para terem o seu devido efeito. Vossa Majestade mandará o que justo lhe parecer ao seu Real Serviço.
Rio de Janeiro, 27 de Fevereiro de 1817.
O Corregedor do Crime da Corte e CasaAntônio Felipe Soares de Andrade de Brederode”
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=798&sid=65
Conjunto documental:
Relação de presos feitos na Polícia
Notação: códice 403, vol. 01
Data-limite: 1812-1816
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: Ementa: registro da prisão dos escravos, Felipe Lebolo, Manoel Benguela, José Benguela, Serafim Congo e Augusto Angola, todos por praticarem a capoeira, fazendo tal desordem que quebraram a perna de um negro que teve seu nome ignorado.
Data do documento: 5 de junho de 1811
Local: Rio de JaneiroFolha(s): 8
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=777&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=64&text=CAPOEIRAGEM
Conjunto documental: Ministério da Justiça
Notação: caixa 774, pct.03
Datas – limite: 1808-1817
Título do fundo: Ministério da Justiça
Código do fundo: 4v
Argumento de pesquisa: Revolta de escravos
Data do documento: 27 de fevereiro de 1817
Local: Rio de JaneiroFolha(s): -
“Senhor, Sendo freqüentes os delitos preparados por indivíduos desta cidade, forros[1] e livres uns; cativos outros; conhecidos pela denominação de capoeiras[2]; tem a vigilante Polícia[3] buscado capturá-los, as Justiças processá-los, e a Casa da Suplicação[4] sentenciá-los com exemplar zelo e interesse do Chanceler que serve de Regedor[5], especialmente nas visitas da Cadeia em que é juiz.Quanto aos forros é uma das penas aflitivas a de açoites pelas ruas públicas; quanto aos cativos na grade da cadeia, e no calabouço. Mas como o principal fim seja o exemplo aterrador dos cativos parecia conseguir-se melhor, sendo dados os açoites nos cativos[6] em Praças mais públicas, e lugares onde estes maus indivíduos capoeiras costumam fazer suas paradas e depois suas desordens e delitos.Mas, como não esteja em uso prático serem açoitados no Pelourinho[7] e Praça do Rossio, na do Capim, na da Sé, e outras, não me atrevendo a fazer esta inovação, posto que a julgue necessária, e haja agora ocasião com dois escravos, um crioulo, outro de Nação condenados em açoites, sou a pedir a Vossa Majestade pelo expediente desta Secretaria de Estado dos Negócios do Brasil queira expedir as ordens a este respeito ao Chanceler que serve de Regedor, (...) para este informar, e ficarem registrados nos livros da Relação para terem o seu devido efeito. Vossa Majestade mandará o que justo lhe parecer ao seu Real Serviço.
Rio de Janeiro, 27 de Fevereiro de 1817.
O Corregedor do Crime da Corte e CasaAntônio Felipe Soares de Andrade de Brederode”
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=798&sid=65
Conjunto documental:
Relação de presos feitos na Polícia
Notação: códice 403, vol. 01
Data-limite: 1812-1816
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: Ementa: registro da prisão dos escravos, Felipe Lebolo, Manoel Benguela, José Benguela, Serafim Congo e Augusto Angola, todos por praticarem a capoeira, fazendo tal desordem que quebraram a perna de um negro que teve seu nome ignorado.
Data do documento: 5 de junho de 1811
Local: Rio de JaneiroFolha(s): 8
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=777&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=64&text=CAPOEIRAGEM
jueves, 31 de diciembre de 2009
1916-BAHÍA- Manuel Querino decribe el "RITUAL DO JOGO"
Das ruas às academias
Por este viés de apresentação, compreendemos a Capoeira como uma cultura extremamente rica e complexa, muitas vezes ampliada pela circularidade construída por indivíduos que também
fazem parte em outras manifestações culturais, e, às vezes, simplificada pelo seu processo de ensino e aprendizagem em vigor nos dias de hoje. O que quer dizer que, mesmo sem a organização e o padrão existente atualmente, a Capoeira se constituiu e se expressa como uma “cultura aberta” ao absorver elementos de outras manifestações culturais.
Para compreender essa transformação citamos Manoel Querino que traz à luz fatos do passado, de um passado que viu e ouviu. Com seus relatos mostra a Capoeira baiana do século XIX e
estes, somados a outros trabalhos, permitem-nos perceber tal prática cultural a partir do estilo de vida do próprio capoeira. O angola era, em geral, pernóstico, excessivamente loquaz, de gestos amaneirados, tipo completo e acabado de capadócio e o introdutor da capoeiragem, na Bahia. A capoeira era uma espécie de jogo atlético, [...]. O capoeira era um indivíduo desconfiado e sempre
prevenido. [...]8
Com relação ao ritual do jogo, além de registrar os locais preferidos, descreve:
Previamente, parlamentavam, por intermédio de gazetas manuscritas. Duas circunstâncias atuavam, poderosamente, no espírito da mocidade, para se entregar aos exercícios da capoeiragem: a leitura da história de Carlos Magno ou os doze pares da França, e bem assim, as narrações guerreiras da vida de Napoleão Bonaparte. Era a mania de ser valente como, modernamente a de cavador. Nesses exercícios que a gíria do capadócio (chamava) de brinquedo, dançavam a capoeira sob o ritmo do berimbau [...]9
8 QUERINO, Manuel. Bahia de outróra – vultos e factos populares. Bahia: Livraria Econômica, 1916, p. 195.
9 Ibidem, p. 196.
FUENTE:
IDENTIDADE OU DIVERSIDADE CULTURAL?capoeirabrasilamazonia.com.br
Por este viés de apresentação, compreendemos a Capoeira como uma cultura extremamente rica e complexa, muitas vezes ampliada pela circularidade construída por indivíduos que também
fazem parte em outras manifestações culturais, e, às vezes, simplificada pelo seu processo de ensino e aprendizagem em vigor nos dias de hoje. O que quer dizer que, mesmo sem a organização e o padrão existente atualmente, a Capoeira se constituiu e se expressa como uma “cultura aberta” ao absorver elementos de outras manifestações culturais.
Para compreender essa transformação citamos Manoel Querino que traz à luz fatos do passado, de um passado que viu e ouviu. Com seus relatos mostra a Capoeira baiana do século XIX e
estes, somados a outros trabalhos, permitem-nos perceber tal prática cultural a partir do estilo de vida do próprio capoeira. O angola era, em geral, pernóstico, excessivamente loquaz, de gestos amaneirados, tipo completo e acabado de capadócio e o introdutor da capoeiragem, na Bahia. A capoeira era uma espécie de jogo atlético, [...]. O capoeira era um indivíduo desconfiado e sempre
prevenido. [...]8
Com relação ao ritual do jogo, além de registrar os locais preferidos, descreve:
Previamente, parlamentavam, por intermédio de gazetas manuscritas. Duas circunstâncias atuavam, poderosamente, no espírito da mocidade, para se entregar aos exercícios da capoeiragem: a leitura da história de Carlos Magno ou os doze pares da França, e bem assim, as narrações guerreiras da vida de Napoleão Bonaparte. Era a mania de ser valente como, modernamente a de cavador. Nesses exercícios que a gíria do capadócio (chamava) de brinquedo, dançavam a capoeira sob o ritmo do berimbau [...]9
8 QUERINO, Manuel. Bahia de outróra – vultos e factos populares. Bahia: Livraria Econômica, 1916, p. 195.
9 Ibidem, p. 196.
FUENTE:
IDENTIDADE OU DIVERSIDADE CULTURAL?capoeirabrasilamazonia.com.br
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